Há três meses das eleições municipais de 2004, o desafio colocado aos novos prefeitos é grandioso. Faltam recursos e restam exigências de uma boa administração compreendida nos mais diversos âmbitos de atuação. Muito mais do que transparência e honestidade, antes exigido pelo cidadão, existe agora também a necessidade de um serviço público de qualidade. Os tempos são novos.
Desenvolvido, principalmente a partir das experiências de defesa do consumidor e do meio ambiente, o cidadão agora quer falar, quer participar, quer escolher. Com isso a administração pública não é mais a tutora exclusiva dos “interesses” públicos a quem o “interesse” privado deve se curvar. É necessário agora gerir em conjunto ouvindo conselhos municipais, associações de classe, organizações não governamentais, ou seja as mais diversas e legítimas formas da participação cidadã.
Com esses desafios muito mais do que estar armado por conceitos ideológicos “infalíveis” e “exatos”, vale a experiência de quem vive os problemas diários e a realidade transpondo os mandatos. Ao servidor público é necessário criar laços de compromisso e parceria com o governo eleito para cumprir sua função social com destaque e mérito. Sua postura passa a ser o de conhecer os objetivos e metas da administração pública e de produzir atividades eficiente, no sentido de que os resultados devem ser alcançados com os menores custos econômicos e até mesmo ambientais. Ele passa a ser um laço essencial entre a administração e o cidadão. Desaparece a figura do “servidor passivo” e surge a do “servidor ativo”, que conhece todas as suas atividades e procura manter padrões de qualidade.
Nesses novos tempos aumentam as exigências de formação técnica e profissional do servidor público. Indo além disso. Exige-se novas posturas, atitudes e habilidades perante o trabalho e, conseqüentemente o cidadão. Assim, o funcionário da coletividade deve procurar a cada dia instrumentais necessários para aprimorar mais e mais suas habilidades e conhecimentos.
Concluindo, aos governantes cabe valorizar os servidores respeitando seu histórico e proporcionar condições para que estes ampliem constantemente seus conhecimentos. As Escolas de Desenvolvimento dos Servidores Municipais, como ocorre por exemplo em Jacareí, antecipam-se nesse novo quadro alinhando a relação entre governantes e servidores como colaboradores de uma finalidade comum: servir a comunidade com qualidade e eficácia.
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